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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Peça teatral sobre Bullying


       Ao proximo        

Pessoa: O bullying é um ato desonesto, cometido por pessoas inconseqüentes que buscam encontrar uma piada sobre uma outra pessoa por se sentirem mal com elas mesmas... Aquele que comete agressões físicas e psicológicas com o outro, na maioria das vezes enfrenta problemas familiares, sociais em aberto, pra não se tornar o centro de gozações, os agressores passam a fazer de alguém aparentemente indefeso e acanhado se tornar a única razão e motivo pra outros colegas também o agredirem e desviarem sua atenção para aquela pessoa. O problema pode até parecer pequeno e nos olhos de quem não está na situação é apenas uma frescura, um charme, ou um motivo pra querer um “coitadinho”, mas não... Somos todos seres humanos, pessoas que vivem de suas ações, e de seus sentimentos, e se sentir intimado perante pessoas que zombam de alguma diferença, ou de alguma particularidade, é sim algo que mexe com o psicológico, que constrange, que afeta o alto estima de quem passa pelo bullying. Essa palavra é uma dedução de agressão, mas a gente pode chamar também de brincadeira... O bullying é sim uma brincadeira... Mas uma brincadeira que não é legal, pois o outro que participa além de não estar gostando, está se desmoronando por dentro e sentindo mal. Quem costuma ser o agressor de bullying acha que está fazendo bonito, mas está errado. Pois quem age dessa forma, mostra uma postura totalmente imatura, arrogante e desequilibrada, toda ação gera sua reação e o feitiço sempre se volta contra o feiticeiro. Hoje, vocês vão acompanhar a trajetória de Ênio, um personagem fictício, mas que carrega em suas costas a verdade de quem vivencia essa história de agressão. As outras personagens tirando a professora não precisam ser denominadas, pois são agressores de bullying e elas são indiferentes pra sociedade, ocupam apenas o espaço, mas são neutras, indiferentes, não precisam ter nome apenas um simbolismo, e simbolizam a crueldade, a imaturidade, a cabeça pequena de quem tem gera uma má conduta.    (Entra alguns alunos que se sentam e começam a conversar, entra Ênio, todos começam a rir e zombar dele).

Agressor1: Chego da roça Enio?
Agressor2: Ah por isso eu to sentindo esse cheiro de merda. É ele que trouxe lá do sítio. (Todos dão risada).
Agressor1: Ordenhou direitinho as vacas?
Agressor3: E esse chinelo? Acho perdido lá no brejo?
Agressor1: Você é mudo seu troxa?
Agressor4: É que a vaca comeu a língua dele. (Todos vão rindo conforme as piadas sobre Enio).
Enio: Não, minha mãe que compro pra mim. Ela junto um dinheiro e foi na loja pra me dar.
Agressor4: E isso é de vender? (A professora entra).
Eliana: Bom dia classe.
Alunos: Bom dia professora Eliana.
Eliana: Estão todos animados? Alguma novidade?
Agressor3: O Enio comprou um chinelo. (Todos riem).
Eliana: Que bom, mas acho que isso não faz parte da sua vida, então cuida dela e deixa da dos outros em paz. Tudo bem com você Enio?
Enio: Sim dona professora.
Agressor1: Fala com a boca moleque!
Agressor2: Parece um retardado falando.
Agressor3: Não dá professora! Eu venho lá de casa, tomo banho, venho cheiroso, chega aqui o moleque da minha sala fede mais que o bueiro inteiro. (Todos zombam).
Eliana: Dá pra parar com a graça? Eu mando todo mundo pra direção se continuar assim. Hoje a gente vai falar um pouco sobre economia. Alguém sabe me dizer, alguma coisa em relação a isso?
Agressor1: A mãe do Enio teve que economizar pra comprar o chinelo dele. (Todos vão zombando).
Eliana: Sabe qual é a graça do que você disse? É de que você é um idiota. O que você faz, um dia podem fazer com você, e aí vai ver como é diferente. (Todos ficam paralisados, sem reação).
 Pessoa: A aula da professora Eliana de geografia, foi passando. Algumas piadas sobre Enio surgiam, mas logo a professora cortava. Com o fim o da aula, a vontade da turma em zombar Enio era maior ainda.
 Eliana: Eu vou indo, próxima aula me entreguem os trabalhos.
Agressor1: Então Enio... O que você me diz?
Enio: Nada. (A turma zomba, imita o garota, uma grande festa).
Agressor1: Sabe porque ninguém gosta de você? Porque você fede... Tanto por fora, quanto por dentro. Eu tinha que processar a escola por ter que ser obrigado a respirar o mesmo ar que você.
Enio: Eu não faço nada contra vocês, fico na minha sempre... Eu só queria poder aprender as coisas em paz.
Agressor4: Como a gente te deixa em paz com esse fedo de catinga que você tem?
Agressor1: Mas não pensa mal da gente! Poh, te trouxemos até um presente. (O agressor2 pega um desodorante de spray e entrega para o agressor1, os alunos seguram Enio, e o primeiro vai apertando o spray sobre todo o corpo do menino que vai gritando pra eles pararem). (Todos saem rindo e brincando, e o menino jogado ao chão. Ele se levanta, pega sua mochila e também sai).
 Pessoa: O agressor de bullying nunca fica satisfeito e se a vitima deixa quieto o assunto, só esperando o dia que se cansem de zombá-la, está tomando a atitude errada! Ela deve o mais rápido possível achar ajuda. A vida de Enio era assim, constantes dias de humilhações por seus colegas de classe, o menino tinha vergonha de chamar ajuda, então esperava que á turma uma hora esquecesse dele. (O agressor2 entra e vê uma carta em cima da mesa de Enio, pega e lê. Os outros amigos entram).
Agressor2: Vocês nem imaginam... O idiota do Enio gosta dela! (Aponta para o agressor5. Todos dão muita risada, e zombam do mesmo).
Agressor1: Quem diria! O pateta não gosta só de vaca, sapo, galinha, também gosta de gente.
Agressor4: A gente bem que podia tirar uma com a cara dele por causa disso.
Agressor1: Eu tenho uma idéia. (Eles se reúnem e o agressor1 conta seu plano. Todos saem, ficando só o agressor5. Entra Enio).
Agressor5: Oi Enio... Eu queria falar com você.
Enio: Oi, pode falar... Eu escuto tudo o que você quiser me dizer.
Agressor5: Eu não sei quanto você, mas eu estou te amando muito... Nunca falei nada por achar que às vezes você não gostasse de mim, mas eu estou muito apaixonada.
Enio: Sério? Serio mesmo? De verdade?
Agressor5: Claro que sim Enio... Me dá um beijo? (Ele diz que sim com a cabeça). Mas primeiro feche os olhos. (Ao fechar os olhos, a turma toda entra. O agressor1 entrega um sapo pro agressor5 que o encosta na boca de Enio. Todos dão muita risada).
Enio: Por que vocês estão fazendo isso? Não tem graça.
Agressor3: Não tem pra você, eu to achando muito engraçado.
Enio: Então você não gosta de mim?
Agressor5: Claro que não! Se toca moleque, olha pra mim, acha mesmo que eu teria olhos pra você? É horrível, fede, fiquei com nojo o tempo todo que fiquei perto de você. (A professora entra).
 Eliana: Bom dia turma, hoje a aula é lá na sala vídeo. Todos podem seguir em direção a sala, direto, sem passar em outro lugar. (Todos saem, Enio fica).
Eliana: Você não vem Enio?
Enio: Não dona professora Eliana... Eles não gostam de mim, eles me xingam, me maltratam, me zombam, me fazem de piada... Até brincar com os meu sentimentos mais verdadeiros eles brincam. Eles me fazem mal, eles são minha pior doença.
Eliana: Você não pode deixar a intimidação deles te vencer... Procura uma ajuda, chame seus pais, a direção da escola, até a policia... Algo deve ser feito. Ciente dessa situação, eu vou me propor a te ajudar. Vou conversar com a direção, com o conselho tutelar com quem precisar, mas não vou permitir que se prolongue esse desmando. Vou deixar você sozinho pensando um pouco. (Ela sai).
Enio: A felicidade custa tão caro... Eu queria poder abrir um sorriso sem ter que ter alguém por perto pra me criticar só por causa disso, eu queria poder brincar sem ter alguém pra ficar rindo de mim por causa disso, eu queria viver em paz, pra mim só isso estava bom.
 Pessoa: Enio tinha mais uma vez um pensamento errado... Não queria ajuda, queria se livrar do problema mesmo que fosse da forma mais radical que pudesse. E os colegas de classe, sempre voltavam a lhe infernizar com suas brincadeiras de mau gosto. (A turma entra caçoando de Enio, jogam seu material, lhe batem, fazem uma verdadeira festa na custa do garoto).
Agressor2: O moleque da roça não quis assistir vídeo com a gente não!
Agressor4: Fico com medinho foi?
Agressor3: Posha cara! Não fica com vergonha, só porque ela te deu um fora, faz parte da vida, você mora na roça deveria ta acostumado com essa vida sofrida.
Agressor1: O Enio quer dar uns beijinhos... Vamos deixar a boquinha dele bem bonita! (Passam batom na boca dele e vão lhe constringindo cada vez mais. Enio pega seu material e sai correndo. A turma cai na risada).
 Pessoa: A gente nunca vai resolver um problema sempre fugindo dele. Não precisa ter medo, encare as coisas de frente, e não tenha nunca orgulho de pedir ajuda. Quando a gente precisa, ela será sempre bem vinda. (A professora entra, todos os alunos também eles se sentam e vão conversando).
Professora: Turma... Tem certas coisas que são difíceis de entender, tem certas atitudes que as pessoas tomam achando que só existe aquela. Mas enfim, cada um tem sua plena razão... O Enio foi encontrado morto no seu quarto ontem à noite. Pobre menino. Tinha tanto pra viver ainda... Avaliem seus pensamentos e tentem separar as coisas boas das coisas ruins. É só uma dica. Hoje estão todos dispensados em memória do colega.
  Pessoa: É assim que termina a historia... Trágica! Mas o fim não poderia deixar de ser outro quando estamos tratando desse assunto. Quando ele está no começo, ainda existem proporções para que se acabe, mas o quando esse problema vai se acumulando, é difícil o controlar.
 Diga não ao bullying. 

 Leandro Vieira'

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